Com a retração da economia e as mudanças constantes (e drásticas!) dos hábitos de consumo, só nos resta uma opção: adaptarmos nossa estratégia. Mas qual seria o melhor momento para fazer esse movimento, e o mais importante, para qual direção seguir? Segue comigo, tenho alguns caminhos importantes para te ajudar nesse movimento.
Como em um jogo de xadrez, no mundo dos negócios o sucesso só vem a partir dos movimentos certos. Durante a partida, cada lance dado pede uma lógica específica. Posicionar as peças no lugar certo para o xeque-mate final exige muita estratégia.
E quando o adversário faz aquela jogada inesperada e você sente que toda sua estratégia foi por água abaixo a única opção é levantar a cabeça, ajustar a postura e refazer sua estratégia.
O fato é que a movimentação faz parte da realidade de qualquer negócio. A diferença está no momento e na direção para o qual você se movimenta.
Pós-covid, guerras e economia maluca: as mudanças de contexto
Depois da COVID, por exemplo, tivemos uma mudança perceptível nos hábitos de consumo. Isso porque nós mudamos drasticamente. Lidamos com a possibilidade de perder pessoas importantes e tivemos nossa noção de espaço ampliada mesmo sem sairmos de casa.
Coisas que não valorizávamos antes se tornaram insubstituíveis em detrimento a outros objetivos que passaram a não terem tanta importância assim. Nossa relação com nós mesmos mudou, é claro que nossa relação com as marcas também mudaria.
Com a retração da economia e as mudanças constantes (e drásticas!) dos hábitos de consumo só nos resta uma opção: levantar a cabeça, ajustar a postura e refazer sua estratégia de marca tal qual um bom jogador de xadrez.
Então segue comigo, tenho alguns caminhos importantes para te ajudar nesse movimento.
1) Seu público definitivamente não é o mesmo
Se antes víamos consumidores mais receptivos e dispostos a ouvirem o que nossa marca tinha a dizer, agora temos usuários cada dia mais distraídos, apáticos e conservadores.
A era da tiktokficação da informação atinge todos os canais de contato e deu vida à economia da atenção. Isso coloca desafios importantes na mesa: como vamos parecer atrativos a um público esgotado de tanto estímulo?
A resposta, por incrível que pareça, é a mesma que eu daria diante de qualquer outra mudança no seu público: pergunte a ele.
Quer dizer, por que sempre nos esquecemos disso? Será que reunir toda sua gerência em torno de uma mesa para debater o futuro da sua comunicação é mais eficiente do que buscar entender seu público de forma prática e direta? Eu desafio você a testar.
Uma tendência interessante é a fusão ou parcerias com empresas especialistas em dados. Companhias com nichos muito específicos e múltiplos canais de aquisições com diferentes estratégias rodando, optam por esse formato de pesquisa. Usar os dados para entender seu público constantemente é uma prática importante.
Para empresas menores uma boa opção é a boa e velha pesquisa. Acredite: não há mais mais eficiente do que você perguntar para seu público o que ele espera de você. Não complique, o processo deve ser prático porque deve ser constante. Coloque isso na rotina da sua empresa e, jamais, em hipótese alguma, crie um produto ou uma estratégia sem consultá-lo antes.
2) Você sente que não é mais tão diferente do seu competidor
A diferenciação tem se tornado uma moeda importante para o público. Vivemos dias em segundos a mais para carregar um carrinho de compras, uma comunicação confusa ou até mesmo experiência de venda mediana coloca seu competidor à frente de você.
Na economia da atenção se diferencia quem elimina atritos e transforma a experiência com a marca em algo fluido, simples e ágil. Chame a atenção com algo incrível, faça seu cliente ficar com uma experiência prática, resolutiva e confiável. No fim do dia ele só quer poder chegar mais cedo em casa, ficar com a família sem se preocupar se pode ou não confiar em você.
Outro ponto importante é entender de que forma a sua marca (e isso envolve sua comunicação) diferencia você. Olhe para ela agora e reflita até que ponto ela consegue passar uma mensagem eficiente e totalmente coerente com o que você oferece ou deseja oferecer. Busque entender até que ponto seu negócio possui de fato uma boa estratégia e, se preciso, movimente-se na direção de um rebranding.
3) A marca não inspira mais nem você, nem seus funcionários, muito menos seus clientes
Bem, nesse caso você precisa de uma mudança intensa. Repensar sua estratégia de marca pode ajudar a reformular o que de fato faz sentido para você e seus stakeholders. Eu falo de mudanças importantes, reavaliação de produto, estudo de novos mercados, rotina de pesquisas com seu público e reformulação da sua estratégia de marketing.
Arrisco dizer que talvez você precise de novos parceiros e ter contato com diferentes perspectivas para seu negócio. Antes do seu público, você é quem deve ser convencido e inspirado pelo seu negócio.
4) Você complicou demais a mensagem que quer transmitir
Depois de sentir tanta instabilidade e medo do futuro, nós saímos da pandemia com uma preferência pelo simples, transparente e seguro.
Além disso, temos um público superestimulado, diariamente em choque com o futuro, esperando pela próxima mudança drástica no mundo. Envolvê-los já é difícil naturalmente, agora, sem uma mensagem clara fica impossível.
Sua comunicação não deve ser incrível antes de ser assertiva, não deve ser chocante antes de ser clara. Pense simples e depois aprofunde. Vamos lá, olhe novamente para sua marca e busque entender o seguinte: seu público (não você) está entendendo a mensagem que você quer comunicar? Ele consegue entender o que você oferece sem muito esforço cognitivo? Clareza é fundamental para a eficiência da sua mensagem.
Uma forma simples de avaliar isso é analisar as perguntas frequentes que seus clientes têm sobre o negócio, produto ou serviço. Se as perguntas se repetirem demais, tem algo errado na comunicação.
5) Você quer vender para outro tipo de cliente
Seu produto está evoluindo e você tem percebido oportunidades de alcançar novos públicos? Eis um motivo importante para você refazer sua estratégia de marca.
Quando você redireciona sua comunicação tudo pode mudar, afinal, você começa a trabalhar com um novo tipo de consumidor que tem hábitos e expectativas diferentes do antigo. Comece certo, estudando e entendendo a fundo seu novo cliente. Aqui é pesquisa na veia, não tem mágica. As informações coletadas servirão de base para uma estratégia de reposicionamento da sua marca.
6) A cultura do seu negócio evoluiu
Uma marca é o reflexo da cultura e da estratégia de um negócio. Uma boa marca consegue refletir os aspectos culturais de forma clara e consistente em diversos pontos de contato. Isso inclui suas crenças, seus objetivos, filosofias, seus valores e padrões de comportamento. Esses aspectos interferem diretamente nos resultados da companhia, porque impactam a rotina do negócio, o que reflete nas entregas.
Quando algum aspecto cultural muda, sua marca precisa de um redirecionamento acerca de como isso vai refletir para o público. É aquela história: ou você controla a narrativa da sua marca ou deixa aberto para interpretações do mercado. Cultura é parte da identidade de uma marca e uma identidade se constrói com elementos da comunicação interna e externa.
Na pandemia a Toyota mudou sua cultura. Isso surgiu a partir de uma pesquisa com quatro mil funcionários, a partir disso fez o diagnóstico do que poderia ser melhorado, então partiu para a ação. O resultado? Uma cultura com comunicação mais assertiva entre os times, lideranças reforçadas e criação de grupos de trabalho para inovação. O reflexo disso na marca foi um foco maior em sustentabilidade e até a criação da Woven City (https://www.woven-city.global), aquela nova cidade no Japão onde mais de 2 mil pessoas poderão experimentar “a vida do futuro”.
Quer saber mais sobre a marca? Fale comigo pelas redes @gustavohansel em qualquer rede social.
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